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   <title>Destaques sul-americanos</title>
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   <title>Um grande começo e, depois, só Celeste</title>
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   <published>2010-07-14T09:49:02Z</published>
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      A Argentina e o Brasil chegaram a esta Copa do Mundo como dois dos cinco candidatos mais importantes. Porém, suas próprias limitações e o grande nível dos seus rivais impediram que eles atingissem sequer a fase semifinal. Mas um dos seus vizinhos chegou em silencio, e sem grandes expectativas, chegou onde os gigantes não conseguiram. 
Uruguai, o mesmo que obteve a classificação de forma agônica na repescagem contra a Costa Rica, foi o representante sul-americano mais digno na Copa da África do Sul. Sim, a Celeste renasceu e entrou de novo entre os quatro melhores depois de quarenta anos de decepções. Hoje, o continente tem uma só cor e os grandes de sempre se renderam frente ao menor país desta parte do mundo.
Até a semi-final, a atuação da seleção charrua já havia sido muito valiosa, quase heróica. Porém, de forma paradoxal, sua imagem cresceu mais ainda depois das derrotas ante a Holanda e a Alemanha, na briga pelo terceiro lugar. Nessas duas partidas, Uruguai mostrou que pode lutar com qualquer rival pelo seu coração e garra, mas também pelo seu futebol, que nasceu e cresceu aos pés do melhor jogador do campeonato: Diego Forlán.
O atacante do Atlético Madrid chegou à sua segunda Copa do Mundo como grande figura da Celeste, embora não tivesse nem uma mínima parte da reputação que outras estrelas tinham quando o torneio começou. Apesar do seu sucesso na Europa, onde ele conquistou duas das últimas chuteiras de ouro, e é um dos atacantes mais perigosos, Forlán nem sequer estava entre os candidatos a ganhar a Bola D’Ouro. Mas seu futebol e seu coragem o levaram a uma situação inesperada, mas merecida. 
Sua força no elenco do Oscar Tabárez foi tão grande como a recepção que o mesmo elenco teve em Montevidéu. Forlán jogou e fez jogar, apareceu quando mais se precisava dele, e foi o toque de distinção da equipe charrua. A Bola D’Ouro é o prêmio mais merecido para um jogador com uma carreira exemplar e para um povo que desfrutou de novo com sua equipe nacional.
Longe do sucesso do Uruguai, aparecem as seleções da Argentina e o Brasil, que se despediram nas quartas de final depois de perder da Alemanha e a Holanda, respectivamente.
O elenco dirigido pelo Diego Maradona foi o melhor da primeira fase, na qual mostrou um elaborado jogo de ataque e um poder de finalização espetacular. Contra o México a equipe caiu de produção, e só venceu pela qualidade dos seus atacantes, o que não foi suficiente para derrotar à boa equipe alemã nas quartas, fase que a Albiceleste não  supera desde 1990.
A participação nesta Copa de 2010 deixa várias certezas para a Argentina. A mais importante é o crescimento do Diego Maradona como treinador. O ex astro mostrou que pode dirigir uma equipe com bom critério e segurança. Além disso, deu uma idéia valiosa à sua equipe: atacar sempre. Agora será o momento de analisar estas cinco partidas, mas a última derrota não deve esconder o progresso mostrado pelo diretor técnico.
A outra seleção do continente que foi eliminada nas quartas foi o Paraguai, embora seja um resultado excelente. A Albirroja esteve perto de eliminar a quem mais tarde seria o campeão do mundo e fez sua melhor classificação da história.
A equipe do Gerardo Martino teve uma das melhores zagas do campeonato, e mostrou que pode lutar nas fases finais dos torneios mais concorridos. Sem dúvida, Paraguai deu um grande passo adiante nesta Copa do Mundo, e por isso foi recebido com uma grande festa em Asunción. 
A seleção sul-americana que mais rápido disse adeus à Copa do Mundo foi o Chile, que de qualquer jeito fez um bom torneio. La Roja ganhou uma partida de Mundial pela primeira vez desde 1962 e passou para a segunda fase depois de dar muito trabalho à Espanha. Depois, foi claramente derrotada pelo Brasil, embora isto não diminua a qualidade de suas apresentações. 
Resumindo, as seleções da Conmebol fizeram um torneio aceitável, embora as grandes expectativas criadas depois da ronda inicial faziam pensar num Mundial histórico para o futebol desta terra. 
Enquanto o Uruguai brilhou de novo, Forlán teve uma atuação que o sagrou como grande figura, o Paraguai e o Chile mostraram seu crescimento, mas a Argentina y o Brasil ficaram devendo, mais uma vez.
Como em 2006, a final voltou a ser propriedade exclusiva da Europa, que agora é o continente com mais títulos. América do Sul espera que em 2014, no “seu Mundial”, a Copa volte à sua casa.

      
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   <title>Já são campeões </title>
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   <published>2010-07-12T15:01:12Z</published>
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      As esperanças sul-americanas de conquistar a Copa do Mundo da África do Sul e superar à Europa em títulos terminaram. Porém, a impressão que fica depois da eliminação da última seleção não é tristeza nem decepção. Fica mais perto do orgulho por ter curtido uma das equipes mais dignas no torneio, que ficará nas lembranças de todos. 
Uruguai chegou à semi-final quando ninguém o esperava. Como comentou Oscar Tabárez, participavam de uma festa à qual ‘não estavam convidados’. Porém, a vontade de vencer mostrada nas partidas anteriores levou a equipe charrua a uma fase que não conseguia atingir desde 1970.
Holanda era um grande concorrente, o grande candidato de todos. Como em 1974, atravessou o samba de uma equipe uruguaia. Embora este elenco esteja longe de ser aquela ‘laranja mecânica’, vinha de eliminar o Brasil e estava perto de fazer história, apesar da sombra de dúvida pela falta de definição em situações limite no passado.
Nesta emotiva semifinal, a equipe do Mestre Tabarez jogou com o espírito de 1950. Poucos dos que assistiram o jogo em Cidade do Cabo podem falar que estavam presentes naquele Maracanaço. Mas não é difícil afirmar que o estilo, a forma e a vontade de vencer daqueles heróis é a mesma que estes 23 lutadores mostraram sessenta anos depois da maior zebra da história do futebol.
Uruguai lutou como sempre, mas também jogou como nunca nesta Copa. Manteve a posse de bola frente a Holanda e teve várias chances para marcar. Diego Forlán foi o artilheiro que todos esperavam, mas também o líder futebolístico no gramado. Walter Gargano foi dono do meio campo dominando os holandeses, e o resto de jogadores mostrou uma capacidade de trabalho extraordinária.
A Celeste cresce nos desafios. A frase parece vazia, mas neste jogo se encheu de realidade. Num momento em que outros enfraquecem, o Uruguai fez seu melhor jogo do torneio. Num momento em que qualquer um sofre, o Uruguai se diverte. Por isso o milagre era possível, até que duas jogadas terminaram com o sonho do segundo menor participante da Copa do Mundo, e também dum continente inteiro. 
Esta seleção oriental foi a melhor da Conmebol quando ninguém o esperava. Foi a  última em se classificar, mas também a última a sair da Copa. Todos falavam da Argentina de Maradona, do Brasil e suas estrelas, do Chile e Bielsa... Porém, com a humildade dos grandes, a Celeste voltou à elite e nunca mais será subestimada.
Holanda venceu e terá a chance de ganhar um titulo que merece desde que presentearam o mundo com aquela inesquecível Laranja Mecânica. Graças àquela equipe maravilhosa, eles merecem dar a volta olímpica, como ato de justiça histórica. 
Mas nada fará esquecer a heróica e já lendária seleção charrua do Mestre Tabárez. Eles devolveram a vida ao futebol uruguaio e viraram lenda. Eles também são campeões. 
      
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   <title>América Latina unida e bem-sucedida</title>
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   <published>2010-06-28T09:52:49Z</published>
   <updated>2010-07-14T09:50:46Z</updated>
   
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      As seleções da América Latina são a grande surpresa da Copa do Mundo. No final da primeira fase de quatro das equipes, o resultado é ótimo: três terminaram liderando seus grupos e o quarto também se classificou. São, sem dúvida, os times que marcam o rumo num torneio medíocre. 
Argentina é o referente deste quarteto d’ouro. A equipe de Diego Maradona terminou uma primeira fase impecável, com três vitórias, sete gols marcados e só um recebido. Além destes números impressionantes, o melhor da Albiceleste apareceu no jogo, em como conseguiu superar as dificuldades e na atitude mostrada nestes primeiros jogos. 
Ante Grécia passou mais uma prova importante: venceu claramente a um rival que só quis destruir o jogo argentino. Liderado por Juan Sebastián Verón, teve paciência quando precisava e acelerou quando devia. Assim, conquistou uma vitória previsível e justa.
A seleção argentina mostrou de novo uma ampla variedade de opções ofensivas. Quando Lionel Messi sofre uma marca específica e não consegue fazer um boa apresentação, aparecem Verón, Javier Pastore e até o eterno Martín Palermo.
Outra das virtudes que ficaram mais evidentes neste jogo foi o uso das bolas paradas como arma importante. O primeiro gol contra a Grécia chegou num escanteio, com a incorporação de um zagueiro. Martín Demichelis não está fazendo um bom torneio, e seu gol pode ser chave para melhorar sua disposição nas oitavas de final. 
O balanço argentino desta fase é perfeito. Diego Maradona mostrou que é realmente um treinador, acertou nas substituições e passou tranqüilidade aos jogadores. Soube tirar o melhor do Lionel Messi e encontrou um grande parceiro para ele, Carlos Tévez. Ainda melhor, suas mudanças na zaga argentina contra Grécia agregaram mais possibilidades, pela boa apresentação dos laterais Nicolás Otamendi e Clemente Rodríguez.
A Albiceleste tem tudo para fazer história, e mostra cada vez mais firmeza. Se manter o nível que mostrou no grupo B, será um grande candidato para conquistar a Copa do Mundo no próximo dia onze de julho. 
O próximo oponente da equipe de Maradona é o México, uma partida que se repete nas oitavas pela segunda Copa consecutiva. As ações do Tri caíram após a derrota ante o Uruguai. A equipe do Javier Aguirre tinha vencido com clareza da França no segundo jogo, mas não manteve a boa apresentação contra o Uruguai e perdeu por 1-0, se classificando como segundo do grupo A.
Muitos não acreditavam na classificação dos mexicanos pelos vários erros durante o primeiro jogo, que se repetiram no terceiro. Só ante a França o jogo melhorou. Contra Uruguai não houve jogo ofensivo e sofreram na zaga. Por essa falta de consistência, não conseguiu os pontos necessários para evitar a Argentina nas oitavas, equipe que já eliminou o México nas últimas três competições oficiais. 
O Uruguai saiu beneficiado, dado que passou como primeiro e já derrotou a acessível seleção da Coréia do Sul, numa noite mágica de Luis Suarez e os charruas na chuva de Port Elisabeth. 
Uruguai segue rompendo recordes, já que ganhou três partidas seguidas na mesma Copa do Mundo depois de mais de 56 anos, passou da primeira fase sem tomar gols pela primeira vez, e Muslera superou o recorde de invicto do lendário Mazurkiewicz. Por tudo isto, é um momento histórico para o futebol charrua, que volta ao primeiro nível mundial, e deverá derrotar a Gana para chegar às semi-finais.
Honduras foi a única equipe latina eliminada na primeira fase. Porém, os hondurenhos conseguiram um merecido empate no último jogo do grupo ante a Suíça. A Copa foi uma excelente experiência para o futebol de Honduras, que sem dúvida extrairá bons aprendizados dela. 
Finalmente, Paraguai foi o último em entrar na festa latino-americana nas oitavas de final. A Albirroja ganhou seu grupo pela primeira vez na história após empatar sem gols frente à Nova Zelândia na terceira rodada.
No jogo contra os All Whites, a equipe do Gerardo Martino teve algumas chances de gol, mas não conseguiu finalizar e terminou se conformando com um empate sem risco que lhes deixava como lideres do grupo. Na próxima fase terão um rival complicado, mas ninguém vai querer se cruzar com uma das seleções mais duras do melhor continente da Copa do Mundo: América do Sul.

      
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   <title>Quádrupla alegria</title>
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   <published>2010-06-21T09:34:16Z</published>
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      Pela sua atitude, jogo e opções ofensivas, a Argentina é a melhor equipe da Copa do Mundo até agora. O time de Diego Maradona chegou à África do Sul cheio de dúvidas, mas nas duas primeiras partidas mostrou que tem tudo para ir longe nesta Copa.
Ante a Coréia do Sul repetiu os mesmos rasgos positivos que frente à Nigéria, e agregou mais um elemento vital neste tipo de torneios: contundência. Lionel Messi, o melhor jogador do mundo para os rankings Castrol, já virou o diretor da equipe, o dono de cada ataque. Após sua excelente apresentação na estréia, o numero 10 voltou a brilhar, desta vez num papel que deu mais importância ao jogo coletivo acima do seu proveito pessoal.
Junto dele, Gonzalo Higuaín e Carlos Tévez formam uma dupla atacante extraordinária, em estado de felicidade total. O centroavante do Real Madrid fez três gols e por enquanto é o máximo artilheiro do campeonato. Porém, seu grande aporte à equipe não é essa. El Pipita faz parte do circuito ofensivo e é tão importante na construção da jogada quanto na finalização. Sua inteligência para jogar com e sem a bola fazem que seja uma peça chave na equipe argentina.
O terceiro mosqueteiro é Carlos Tévez. Frente à Coréia, Carlitos jogou sua melhor partida e muito tempo com a albiceleste, porque além de seu sacrifício habitual agregou muito volume de jogo. Mostrou que além de lutar, sabe o que fazer com a bola, e que é o melhor parceiro do Messi. Os três craques têm o apoio de Angel Di María e Maxi Rodríguez, dois jogadores com forte vocação ofensiva.
Resumindo, o bom momento da Argentina se baseia no seu bom funcionamento ofensivo, que já tinha evidenciado sua potência frente à Nigéria, e que mostrou toda sua força contra a Coréia do Sul.
Só alguns desajustes na zaga criam dúvidas no futuro da Albiceleste. De todas formas, parece que Maradona achou um time base e conseguiu desenvolver uma visão comum entre os jogadores, o que devia ser seu maior objetivo durante a Copa. A Argentina destaca claramente entre tantas seleções retranqueiras e está perto de voltar a conquistar um título 24 anos depois.
A outra grande notícia para o futebol rio-platense foi a goleada de Uruguai sobre a anfitriã, África do Sul, por 3-0. Dirigidos por um enorme Diego Forlán, que jogou como maestro e fez dois gols, a Celeste triunfou na Copa pela primeira vez nos últimos vinte anos, e o terceiro desde 1970.
A seleção do Oscar Tabárez conseguiu uma vitória fundamental para suas aspirações de avançar às oitavas de final. Com uma linha defensiva sólida e dois atacantes sensacionais como Forlán e Luis Suárez, Uruguai pode sonhar com ir longe.
A equipe que lutará pelo primeiro lugar do grupo é o México, que também obteve uma vitória histórica sobre a França. O Tri venceu pela primeira vez a um Campeão do Mundo numa Copa, e ficou a um passo da classificação. 
O elenco de Javier Aguirre fez uma partida muito inteligente ante uma decepcionante França. Da mão de Javier Hernández e Carlos Salcido, a equipe azteca se defendeu com critério e marcou gol quando teve a chance. Deste jeito, conseguiu um triunfo muito importante e poderia ser o rival da Argentina nas oitavas de final.
A quarta grande notícia desta segunda rodada para o futebol latino-americano foi a vitória do Paraguai sobre a Eslováquia. A equipe guarani superou seu rival em todos os elementos do jogo, e obteve um 2-0 que o deixa na liderança do grupo com grandes possibilidades de avançar para a próxima fase como líder, o que lhe permitiria se livrar da Holanda na próxima fase.
Paraguai mostrou suas armas de sempre: solidez, ordem e inteligência. Agregou também a finalização para fazer gols nos momentos oportunos, e ganhou a partida que devia ganhar, frente ao seu principal concorrente na luta pela classificação. 
Quatro vitórias, cem por cento de aproveitamento. As equipes americanas são as melhores da Copa do Mundo devido às suas armas tradicionais. Tudo está pronto para que este Mundial seja histórico para as seleções da região, que podem sonhar com a glória. 
      
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   <title>Três sorrisos e um gesto de preocupação</title>
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   <published>2010-06-16T14:12:18Z</published>
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      Uma das frases mais repetidas no começo de toda Copa do Mundo é ‘o primeiro jogo sempre é o jogo mais complicado do torneio’. Os nervos acumulados após quatro anos de espera, e o desconhecimento dos rivais e até dos próprios companheiros reduzem as possibilidades de fazer uma boa apresentação. Por isso, uma vitória na primeira partida é muito valiosa.
Argentina havia vencido no primeiro jogo das últimas quatro Copas, e na África do Sul não foi diferente. Na primeira partida com Diego Maradona como treinador numa Copa do Mundo, a Albiceleste derrotou com clareza e autoridade a uma interessante seleção da Nigéria, e deu o primeiro passo para a conquista de um novo titulo.
Lionel Messi, o melhor jogador do planeta para o Ranking Castrol, foi a grande figura da vitória sul-americana. Seus dribles, seus piques elétricos e suas jogadas imprevisíveis fundamentaram o trunfo argentino, embora o goleiro nigeriano Enyemana não permitiu que a estrela argentina marcasse um gol.
Argentina mostrou um nível aceitável, bem acima do que sua história recente fazia pensar, e aumentou as expectativas para o resto do torneio. Embora o time argentino não soubesse finalizar as muitas chances que criou, e mesmo havendo sofrido na defesa com a esquisita colocação de Jonás Gutiérrez e com os erros de Martín Demichelis, a equipe teve personalidade para conquistar os primeiros três pontos. 
A vitória da seleção de Maradona nunca esteve em questão, já desde o gol de Gabriel Heinze. A equipe argentina sempre dominou o jogo e teve excelentes chances para aumentar o placar, embora os erros na finalização do Higuaín, Di María, Tévez e Messi não permitissem uma vantagem maior. Esse será o ponto mais importante para ser melhorado: Argentina deve ser mais contundente, porque embora o mais difícil seja criar situações de gol, para ganhar sem sofrer é fundamental converter as chances.
Dois times latinos debutaram no primeiro dia de torneio. No jogo de inauguração, México foi surpreendido por um anfitrião bem organizado e teve que se conformar com um empate de 1-1 que complica suas chances de chegar às oitavas de final.
O ‘Tri’ começou muito bem, controlando a posse de bola e tentando criar situações de perigo. Porém, com o decorrer da partida perdeu o domínio do jogo e sofreu demais frente à África do Sul, que ainda marcou primeiro com um golaço histórico de Tshabalala. A quinze minutos do fim do jogo, Rafael Márquez fez o empate e aliviou a pressão sobre a equipe mexicana.
México jogou bem abaixo do nível que todos seus torcedores esperavam, e por isso ficou perto de sair derrotado na estréia. Só conseguiu manter o ponto depois que Mphela errasse uma chance muito fácil na última jogada. A seleção de Aguirre deverá melhorar para derrotar ao Uruguai e à França.
A Celeste, na segunda partida do primeiro dia, lutou bem mais do que jogou, e terminou com um ponto que é muito importante para suas ambições. Num jogo tedioso, Uruguai foi superado no fluxo do jogo por uma morna França, que não soube ganhar a partida apesar de ter criado as melhores chances. 
O empate foi positivo para os Charruas não só por terem sido superados no jogo, senão também porque terminaram com dez jogadores. Nicolas Lodeiro tinha entrado no segundo tempo para melhorar a posse de bola uruguaia, mas viu dois cartões amarelos e foi expulso pelo juiz. 
Finalmente, Paraguai debutou na África do Sul com um bom empate frente à Itália. A equipe de Martino mostrou suas virtudes de sempre: sacrifício, boa defesa e grande domínio das bolas paradas. Isso foi suficiente para conseguir um ponto fundamental frente ao time mais forte do grupo F.
A Albirroja abriu o placar com uma excelente cabeçada de Antolin Alcaraz no final do primeiro tempo. Na segunda metade, a equipe ficou muito atrás e deixou muito espaço à Itália, que conseguiu um merecido empate, já que teve as melhores oportunidades de gol. De todas formas, este resultado deixa o Paraguai numa situação ótima para seus próximos jogos.
      
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   <title>Chile e Honduras, diferentes ambições.</title>
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   <published>2010-06-09T15:06:07Z</published>
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      Com só mais um jogo para terminar sua fase de preparação para a Copa do Mundo, a seleção chilena está já na África do Sul com a esperança de cumprir com as enormes expectativas geradas pelos bons resultados que o técnico argentino Marcelo Bielsa trouxe desde que foi anunciado como treinador de ‘La Roja’ em setembro de 2007. 
O espetacular final da equipe nas eliminatórias sul-americanas – nos últimos nove jogos só uma derrota, contra o Brasil em Salvador – criou um ambiente excepcional ao redor da seleção chilena, e especialmente do seu treinador, que já é ícone em Chile como já era ídolo da torcida ‘leprosa’ do Newell’s na Argentina.
A base do elenco chileno está nos jogadores ‘estrangeiros’, 16 dos 23, que jogam fora de Chile. Começando pelo excelente goleiro Bravo, da Real Sociedad espanhola, e cobiçado por grandes times europeus, e terminando pelo artilheiro Suazo, que ajudou o Zaragoza a se salvar do rebaixamento também na Espanha, La Roja está cheia de talento exportado às principais ligas européias e americanas. 
Precisamente Bravo e Suazo (máximo artilheiro das eliminatórias sul-americanas) são os únicos dois jogadores que participaram em todos os jogos da fase de classificação do Chile, o que mostra a importância deste duo para Bielsa. Também fazem parte da espinha dorsal da equipe os defensores Jara, Ponce, e Medel, os meias Carmona e Matías Fernández, ‘Matigol’, e o atacante Alexis Sánchez, ‘El Niño Maravilla’. 
O grupo de classificação parece favorável para o Chile, que deverá lutar com Suiça e Honduras pela segunda vaga, já que a primeira parece ser difícil de tirar da Espanha. Precisamente Chile e Honduras já disputaram um amistoso em Janeiro de 2009 em Fort Lauderdale (Florida, Estados Unidos), e os surpreendentes hondurenhos venceram por 2-0, com dois gols nos últimos quinze minutos de jogo.  Os chilenos não darão tantas facilidades aos centro-americanos no dia 16 em Nelspruit. 
A diferença da chilena, a lista de Honduras está baseada em jogadores locais, com até seis nomes do Olimpia de Tegucigalpa, campeão da liga hondurenha, e outros cinco do Motagua, o vice-campeão nesta temporada. Com a ajuda de alguns nomes ilustres que jogam na Europa, Honduras ganhou a vaga para a Copa deixando fora aos costarriquenses e quebrando os prognósticos da maioria.
O treinador colombiano Reinaldo Rueda, para quem a classificação para a Copa já foi um sucesso, confia no ‘local’ Valladares como goleiro, e não abre mão dos ‘ingleses’ Maynor Figueroa (Wigan) e Wilson Palacios (Tottenham) na zaga. O meia Amado Guevara lidera o jogo de ataque, enquanto os gols são responsabilidade de Pavón, David Suazo (não relacionado com o atacante chileno) e Julio César de León. 
A vitória hondurenha na Copa paga-se 500 a 1 nas principias casas de apostas; evidentemente, seu principal objetivo será surpreender alguma equipe na fase de grupos. Porém, Marcelo Bielsa y La Roja devem ter objetivos bem mais ambiciosos para o torneio da África do Sul.
      
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   <title>A conquista do ‘hexa’ do jeito Dunga.</title>
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   <published>2010-06-09T15:05:45Z</published>
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   <summary>Brasil, a seleção mais vitoriosa na história das Copas do Mundo, começará seu caminho rumo à conquista do sexto título em poucos dias. No seu QG de Johanesburgo, a verde-amarela refina a posta a ponto do elenco, jogando seus últimos...</summary>
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      Brasil, a seleção mais vitoriosa na história das Copas do Mundo, começará seu caminho rumo à conquista do sexto título em poucos dias. No seu QG de Johanesburgo, a verde-amarela refina a posta a ponto do elenco, jogando seus últimos jogos-treinos (embora esforçados, Zimbábue e Tanzânia não estão no nível necessário para concorrer com o Brasil) e recebendo boas notícias dos rivais, como a lesão e posterior cirurgia do atacante marfines Didier Drogba.
‘Chamei os jogadores que trouxeram a equipe até aqui’, afirmou Dunga no anuncio da lista de escolhidos para jogar a Copa, e realmente os nomes não surpreenderam aos que conhecem bem o técnico gaúcho. A grande maioria dos selecionados são jogadores de força, capazes de defender até nas posições ofensivas, e, com certeza, de absoluta confiança do treinador. A fantasia da equipe está limitada a tão só dois talentos que podem surpreender na construção do jogo, o madridista Kaká e o santista Robinho. O primeiro chega à Copa em baixa forma após uma temporada irregular no Real Madrid, e está tentando recuperar sua condição física contra o relógio para começar o primeiro jogo num nível aceitável. Robinho voltou a lembrar aquele jogador que chegou ao Real Madrid como grande estrela fazendo uma ótima primeira metade do ano no Santos, onde está emprestado pelo Manchester City. 
Porém, as reduzidas opções ofensivas da equipe não deveriam esconder a enorme consistência desta seleção. Embora Dunga tenha escolhido uma abordagem diferente à preferida pela maioria dos brasileiros, o técnico venceu nas duas competições que disputou com a verde-amarela, (Copa América e Copa das Confederações), e o fez com o mesmo grupo de jogadores e a mesma filosofia de jogo.
A equipe, construída de trás para a frente, é extraordinariamente sólida em defesa. Júlio César, um dos três melhores goleiros do mundo, lidera uma linha de quatro com Lúcio e Juan como zagueiros titulares, e Luisão e Thiago Silva esperando sua chance no banco. Na lateral direita, Maicon (ainda interista) é dono da vaga, com o barcelonista Daniel Alves como alternativa. A lateral esquerda é a posição mais aberta da equipe, embora após seu gol jabulaniano ante Zimbábue, Michel Bastos parece ter vantagem sobre Gilberto. 
Mas a consistência defensiva não está só na linha de quatro e o goleiro. Os três volantes, Felipe Mello, Gilberto Silva e Elano, dominam fisicamente o jogo, trabalham sem parar e fazem muito difícil que o contrário consiga construir suas jogadas. Os volantes titulares ainda tem Ramires e Josué no banco como opções para descansar. Finalmente, Kaká, Robinho e Luis Fabiano têm a responsabilidade de sair rápido ao contra-ataque e punir qualquer erro defensivo do rival, enquanto Júlio Batista, Grafite e Nilmar esperam sua oportunidade no banco.
Esta seleção, muito bem sincronizada, defende com excelência e, quando Kaká está em forma, é mortal no contra-ataque. Mas ainda possui um elemento diferenciador quando comparada com as anteriores seleções brasileiras: sua eficácia nas bolas paradas. Em todo escanteio ou falta perto da área rival,  aparecem cinco jogadores de mais de 1,80m com excelente habilidade nas cabeçadas. Por isto tudo, o Brasil é um dos candidatos ao trunfo e a conquistar sua sexta Copa do Mundo… embora graças ao ‘estilo Dunga’, este trunfo possa não ser dos mais memoráveis.
      
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   <title>Três sonhos latino-americanos</title>
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   <published>2010-06-02T16:05:31Z</published>
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      O grupo A será, para muitos, o mais difícil da Copa do Mundo. O anfitrião, África do Sul, dois campeões mundiais como França e Uruguai, e o sempre complicado México formam o grupo da morte, no qual dois times da América Latina intentarão dar o passo em direção ao sonho da Copa. 
O caminho do México rumo à África do Sul foi pouco prazeroso. O treinador sueco Sven-Goran Erisksson foi demitido no meio da fase de classificação, mas a chegada do Javier Aguirre foi positiva para uma equipe sem grandes estrelas, porém com um interessante funcionamento coletivo.
Andrés Guardado e o jovem Javier Hernández serão as grandes esperanças mexicanas. O meia do Deportivo de la Coruña fez uma boa temporada, mas passou muito tempo machucado, enquanto o novo jogador do Manchester United chega no seu melhor momento, e já mostrou que pode brilhar diante de seleções do primeiro nível, como aconteceu no amistoso contra a Holanda.
Na defesa, aparece Rafael Márquez, que será a alma e o capitão da equipe que jogará a partida inicial contra o anfitrião. México deu azar no sorteio e deverá lutar contra França e o Uruguai, além do time da casa. Se o time asteca superar a primeira fase, terá boas chances de fazer história na África do Sul.
Seu rival no dia 22 de junho será uma equipe na qual Diego Forlán é o homem chave. É o máximo artilheiro e o melhor jogador de uma seleção que sofreu nas eliminatórias, sofreu na repescagem e sofreu no sorteio, mas que chega à Copa com vontade de surpreender. 
Faz sessenta anos que o Uruguai não ganha a Copa do Mundo, e pensar nisso hoje é quase uma utopia, porém este é o melhor time charrua das últimas décadas, e isso gera muita fé na costa leste do Río de la Plata. 
O jogador que fez mais gols na temporada européia, Luis Suárez, acompanhará o Forlán no ataque, enquanto Diego Godín e Diego Lugano ocuparão o miolo de uma zaga muito dura, com o lateral da Juventus Martín Cáceres como uma boa opção de saída pela direita.
Além disso, Oscar Tabárez deu toda sua confiança no jovem Alejandro Lodeiro, a última grande aparição do futebol uruguaio. Alvaro Pereira, Diego Pérez e Walter Gargano poderiam jogar juntos no meio do campo, que terá a velocidade e a capacidade de luta como grandes características dos jogadores da celeste, que nos últimos jogos amistosos mostrou que tem motivos para sonhar com grandes objetivos. 
No começo de 2010, Paraguai sofreu um golpe terrível: uma de suas figuras, Salvador Cabañas, recebeu um tiro e ficou perto da morte. Porém, conseguiu se recuperar e, embora ainda não se saiba se jogará futebol de novo, a notícia deu uma enorme alegria a um elenco que quer chegar à Copa para mostrar que é mais do que um time duro. 
A seleção guarani foi uma das melhores nas eliminatórias e se classificou sem dificuldades, graças ao sólido funcionamento desenhado pelo técnico argentino Gerardo Martino, e aos gols de Cabañas, com certeza. Todavia, esta seleção não vive só de uma boa zaga e um grande artilheiro. Nelson Haedo Valdez e Roque Santa Cruz são dois atacantes de primeiro nível, que liderarão a ofensiva uruguaia junto ao Lucas Barrios, que debutou na equipe nacional com um gol no amistoso contra Irlanda.
Por isso, este Paraguai chega com outras pretensões. Não só porque está num grupo accessível no qual deveria conseguir a segunda posição, senão também porque à sua habitual solidez defensiva lhe agregou poder de fogo. Com essas duas armas, qualquer equipe pode chegar muito longe. 
      
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   <title>O desafio de Maradona</title>
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   <published>2010-06-02T16:05:05Z</published>
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      Lionel Messi, Diego Milito, Gonzalo Higuaín, Carlos Tevez, Sergio Agüero. Cinco dos melhores e mais eficazes atacantes jogarão a Copa do Mundo na mesma seleção. Este simples fato deveria converter esta seleção na máxima favorita para levantar o troféu no dia 11 de Julho em Johanesburgo. Porém, há equipes melhor colocadas do que a Argentina.
O elenco liderado por Diego Maradona chega à África do Sul após uma controversa fase de classificação, na qual só conseguiu a vaga no último jogo. Será o primeiro torneio oficial da estrela argentina como treinador da seleção, depois de quase dois anos escutando fortes críticas pelos maus resultados da equipe. 
Apesar das dúvidas sobre a capacidade do diretor técnico, do histórico 1-6 contra a Bolívia, e das derrotas ante o Brasil, a España e a Catalunha, Argentina sempre despertará respeito nos adversários. Este respeito aumenta ainda mais pelo extraordinário momento das suas figuras.
Por unanimidade, Messi é o melhor jogador do planeta; além de sua categoria, o argentino agrega uma espetacular produção de gols, que o levou a conquistar a Chuteira de Ouro na Europa. Milito foi a grande figura da final da Champions League e peça chave do Internazionale na temporada. Gonzalo Higuaín brilhou no Real Madrid e teve uma média de um gol por jogo durante La Liga. Carlos Tevez é um ícone do Manchester City, onde superou seu recorde de gols na Premier League.
Muitos afirmam que esta soma de talentos, junto à presença dum estandarte como Juan Sebastián Verón e à personalidade do capitão Javier Mascherano, deveria sobrar para chegar até no mínimo a fase semifinal. Porém, até agora o jogo da equipe não atingiu as expectativas, e a grande responsabilidade de Maradona será aproveitar essas individualidades da melhor forma possível. 
Nos últimos amistosos ante a Alemanha e o Canadá, a equipe fez um bom trabalho e mostrou um padrão de jogo definido. Frente à seleção alemã, o pragmatismo e a prudência foram os fatores chave para vencer.
Naquela partida disputada em fevereiro, Argentina jogou com três zagueiros e Gabriel Heinze, um lateral com muito pouca capacidade para o apoio. Os nomes na zaga mostram a atitude do técnico: Martín Demichelis, Walter Samuel e Nicolás Otamendi definirão a base de uma equipe que primeiro pensa em se defender e só depois em atacar.
Mascherano e Verón ocupariam a parte central do gramado, um para roubar e o outro para distribuir o jogo. O ex jogador do Chelsea tem já 35 anos, mas apesar da sua idade mantém a qualidade e deve ser o líder futebolístico do elenco, apoiado pelo seu desejo de apagar sua triste apresentação na Copa de 2002 da memória dos torcedores.
Nos cantos da metade do campo pode se esconder a chave para a Argentina. Angel Di María e Jonás Gutiérrez são dois grandes jogadores que pensarão mais no gol contrario do que no próprio, sobre tudo o homem do Benfica.
No ataque, Messi será titular indiscutível, e o Higuaín deve acompanhá-lo, embora não deve se eliminar a possibilidade de o Milito ou o Tévez, o jogador favorito da torcida e um dos mais queridos por Maradona, entrarem ao longo dos jogos.
É provável que o treinador repita esta fórmula que deu resultado em Montevidéu, no final das eliminatórias, e ficou consolidada na Alemanha. Embora, com o imprevisível Diego, nunca dá para saber.
Resumindo, Argentina possui matéria prima suficiente para ser campeão do mundo, mas seu principal concorrente não será a Nigéria, nem a Coréia, nem a Grécia, senão sua própria incapacidade de tirar o melhor da cada um dos craques do elenco. Se o time consegue se acertar como aquele de 1986 fez, América do Sul poderá sonhar em ter um campeão mundial que não seja o Brasil.
      
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   <title>Milito é um Champion</title>
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   <published>2010-05-31T13:43:58Z</published>
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      Até o sábado 22 de maio de 2010, a Champions League era um tabu para a Inter. Apesar de ser um dos maiores clubes do futebol italiano, a Inter só tinha conquistado este título em duas ocasiões, a última há 45 anos com o argentino Helenio Herrera como treinador.
Quase meio século depois, outro argentino acabou com o feitiço. Diego Milito, ranqueado na posição 150 do ranking Castrol, cumpriu seu sonho e entro una história do futebol mundial com uma apresentação inesquecível.
O ex atacante do Racing Club chegou a Europa na temporada 2003/04 e desde aquele momento melhorou de forma constante. Foi uma estrela em Genoa e em Zaragoza, e nunca fez menos de 15 gols num ano. Sua carreira foi crescendo, até atingir a glória de hoje.
Na final disputada no Santiago Bernabéu, o artilheiro brilhou mais que nunca. Aos 34 minutos do primeiro tempo Diego abriu a conta com uma finalização perfeita Na segunda parte, bem no melhor momento do Bayern de Munique, armou uma jogada extraordinária e fez o 2-0 que deu o título ao clube neroazzurro. Milito foi o melhor jogador da final e terminou a competição com seis gols, dois menos que o máximo artilheiro, Lionel Messi (1).
O elenco da Inter é um dos mais cosmopolitas do planeta. Aliás, Mario Balotelli (354) é o único italiano entre os habituais titulares. Neste contexto, a presença de mais três argentinos na equipe campeã da Europa não é surpresa. 
Javier Zanetti (396) chegou a Milão em 1996, e nestes quatorze anos viveu momentos de pena e alegria. Nesta temporada recebeu um merecido prêmio a uma carreira sem manchas. Foi o capitão da primeira tríplice coroa para um clube italiano. Além disso, foi o primeiro argentino que recebeu o troféu da Champions League como capitão da equipe, e atingiu a marca de 700 partidas com a camisa neroazzurra. 
Um dos seus colegas na impenetrável zaga italiana é seu conterrâneo Walter Samuel (173), quem talvez seja o jogador que mais melhorou com a chegada do treinador José Mourinho. Após uma fraca temporada no Real Madrid, Samuel voltou ao Calcio e recuperou seu apelido: “Il muro”. Hoje faz parte da dupla central mais sólida do mundo junto ao Lucio (201), e por isso merece a vaga na próxima Copa do Mundo.
Se Mourinho é o cérebro da Inter fora do gramado, Esteban Cambiasso (271) o representa dentro. O volante argentino marca o  ritmo do jogo e mantém a equipe ordenada com o jeito que todos os clubes campeões necessitam. Este título faz com que Cambiasso vire um dos jogadores que mais títulos comemoraram na história, com vinte ao longo da sua carreira.
Mais um latino-americano comemorou esta vitória com muita vontade: o colombiano Iván Ramiro Córdoba (619), que também joga pelo Inter há mais de dez anos. Embora ele não tenha participado da final, o zagueiro é o primeiro colombiano a conquistar a Champions League. 
No futebol sempre há duas faces, e se vários outros latinos comemoraram a vitória do Inter, um sofreu a derrota do Bayern. Martín Demichelis (77) foi titular da equipe alemã em Madrid, e teve que se conformar com o vice-campeonato do Bayern de Munique.
      
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   <title>Júlio César, Maicon e Lúcio, campeões de quase tudo</title>
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   <published>2010-05-31T13:43:28Z</published>
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      Três ases brasileiros ganharam todos os títulos em jogo na temporada européia que acabou de terminar. Julio César (132), Maicon (118) e Lúcio (201) brilharam ao longo da campanha e terminaram no seu melhor nível, e colocaram a cereja no bolo do Internazionale de Milán, conquistando a Champions League no sábado 22 de maio, depois de ter vencido já na Liga e na Copa italianas.
Júlio César, que se revelou no Flamengo do Rio de Janeiro, onde o goleiro nasceu, recuperou-se da sua baixa forma do primeiro trimestre de 2010 para ser protagonista de um final de temporada espetacular. Suas defesas tanto na semifinal – lembrem da bola do Leo Messi (1) que ele foi buscar perto da trave, quanto na final – aquela incrível defesa ao Arjen Robben (10), ficarão no coração dos torcedores neroazzurri durante as próximas décadas. A vaga do carioca na seleção está garantida, à frente de Doni (1696) e Gomes (159), os outros dois goleiros selecionados por Dunga. Com a verde-amarela, Júlio César já ganhou a Copa América (2004) e a Copa das Confederações (2009). Só falta a Copa do Mundo no seu currículo.
Para o lateral Maicon este não é a primeira tríplice coroa. Já em 2003, quando jogava pelo Cruzeiro de Belo Horizonte, conquistou o campeonato estadual, o brasileiro e a Copa do Brasil. Mesmo assim, a conquista dos três títulos na Europa é o máximo nas competições de clubes, como ele mesmo reconheceu ao final do jogo. Maicon também conquistou títulos com a seleção, como a Copa América (2004 y 2007) e a Copa das Confederações (2005 e 2009). Na equipe do Dunga, ele defende sua vaga frente ao duro trabalho do barcelonista Daniel Alves (16). Da mesma forma que o Júlio César, na África do Sul Maicon terá a oportunidade de completar sua vitrine de títulos com a Copa do Mundo. Depois, os boatos afirmam que irá junto ao seu atual treinador José Mourinho fora da Itália, provavelmente em direção à capital da Espanha. 
E o terceiro vértice brasileiro na poderosa defesa da Inter é o zagueiro Lúcio, que no sábado passado teve a doce experiência da revanche. Ele conquistou o mais importante título europeu vencendo sua ex–equipe, o Bayern de Munique. Lúcio tinha jogado cinco temporadas no clube alemão, mas no final da campanha passada os cartolas resolveram não oferecer a renovação para o defensor brasileiro, achando que já estava no final da carreira. Neste sábado, os muniquenses devem ter sofrido ao ver a boa forma do brasileiro e sua perfeita sincronização com o resto da zaga italiana. Ele e o outro zagueiro da Inter, o argentino Walter Samuel (173), só precisaram fazer duas faltas no jogo inteiro, apesar das insistentes chegadas do Bayern perto do gol italiano. Lúcio, um dos zagueiros mais habilidosos do mundo com a bola nos pés, é o único dos três interistas brasileiros que possui uma Copa do Mundo (2002). Com a mesma base defensiva que fez José Mourinho triunfar na Inter, Dunga espera conquistar o sucesso na África do Sul.
      
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   <title>O menino dos pés de ouro</title>
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   <published>2010-05-19T15:37:31Z</published>
   <updated>2010-07-14T09:50:46Z</updated>
   
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      Ele marcou 34 gols na Liga e 47 na temporada toda, ganhou a Chuteira de Ouro ao maior artilheiro da Europa e foi o craque do campeão da Liga espanhola. Com somente 22 anhos, Lionel Messi (1) já ganhou tudo o que se pode ganhar no futebol, exceto uma coisa...: a Copa do Mundo.
O indiscutível número um do ranking Castrol fechou a temporada com chave de ouro: dois gols e um título. O Barcelona venceu por 4-0 o Valladolid e se sagrou bicampeão na Espanha, numa campanha na qual conseguiu o recorde histórico de pontos com 99. Messi foi mais uma vez o homem mais importante da equipe do Guardiola, não só pelos seus gols, senão também pela sua criatividade ofensiva, já que além de grande artilheiro, é um grande gerador de oportunidades de gol para seus colegas.
Agora, chegará à África do Sul com o objetivo de mostrar o mesmo futebol que ele joga no Barcelona com a seleção argentina. O elenco dirigido por Diego Maradona depende dele para destacar na Copa.
Mais uma figura argentina na Copa é o Diego Milito (150). Se alguém precisava de mais provas do seu talento, o atacante da Inter marcou o gol decisivo no campeonato italiano para o time conjunto neroazzurro, que obteve seu quinto Scudetto consecutivo após derrotar o Siena por 1-0. O atacante argentino fez 21 tantos na Serie A, e agora espera brilhar na final da Champions League, para obter três títulos na mesma temporada.
A equipe do José Mourinho tem mais dois argentinos titulares. Esteban Cambiasso (271) e Javier Zanetti (396) são dois dos jogadores mais importantes no esquema tático do treinador português. Ganhar a tríplice coroa em Madrid seria uma revanche por não estar na lista da seleção argentina para a Copa. 

Vários rioplatenses comemoraram gols na última rodada do Calcio. O uruguaio Edison Cavani (512) anotou dois tantos no grande trunfo do surpreendente Palermo, que se classificou para a Europa League. Os argentinos Hernán Crespo (1412), Maxi López (1606) e Emmanuel Rivas (1787) marcaram gols nas vitórias de Parma, Catania e Bari.

Diego Forlán (82) foi o outro rioplatense que comemorou muito durante a semana passada. O uruguaio marcou os dois gols do Atlético Madrid, que venceu por 2-1 o Fulham e conquistou o título da Europa League. O extraordinário atacante foi a figura da sua equipe junto ao argentino Sergio Agüero (64).
Mas não tudo foi alegria para os sul-americanos. Gonzalo Higuaín (4) e Fernando Gago (1356) sofreram mais uma frustração no Real Madrid. O time galáctico decepcionou esta temporada e ficou com as mãos vazias, sem títulos que comemorar.

O contrario aconteceu com o Bayern de Munique, que começou o ano sem grandes expectativas e agora está também perto da tríplice coroa. Com Martín Demichelis (77) na equipe, o elenco de Louis Van Gaal goleou 4-0 ao Werder Bremen do peruano Claudio Pizarro (13) e ganhou a Copa da Alemanha, seu segundo título da temporada. Agora, disputará a final da Champions ante o Inter de Mourinho.

Marsella ganhou a Liga francesa varias rodadas atrás, mas nesta última rodada se definiram os classificados para as Copas Européias. O Lyon de Lisandro López (228) e César Delgado (542) jogará a Champions League mais um ano, e o Montpellier do colombiano Víctor Hugo Montaño (108) estará na Europa League.
      
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   <title>Os ‘europeus’ de Dunga terminam bem a temporada</title>
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   <published>2010-05-19T15:37:15Z</published>
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      Na segunda-feira passada, o selecionador brasileiro, Dunga, anunciou os 23 jogadores escolhidos para disputar a Copa do Mundo da África do Sul. Dentre eles, 16 jogam nos cinco principais campeonatos do continente europeu, e vários destacaram na temporada que concluiu no passado domingo.

Na Itália, o fim da campanha foi emocionante. Inter e Roma lutaram pela Serie A e a Coppa da Itália até o último jogo, embora o Inter dos selecionados Julio César (132), Maicon (118) e Lúcio (201) derrotou a Roma do substituto Doni (1696), Juan (612) e Júlio Baptista (1520) em ambos os torneios. Thiago Silva (445), mais um zagueiro da seleção do Dunga que joga na Itália, participou da última vitória da temporada do Milan ao lado do Ronaldinho (306), que aparece na lista adicional de sete jogadores na reserva. O Gaúcho marcou dois gols contra a Juventus do Felipe Melo (431) e mostrou que realmente deseja uma vaga entre os 23, embora já pareça tarde para isso. Nesta partida, duas emocionantes despedidas: a do goleiro Dida (130), e a do técnico Leonardo, que saíram do gramado aplaudidos pelos tifossi. Ainda na Itália, o veterano Adailton (1231) fez mais um tanto no empate do Bolonia contra o Cagliari.

Na Espaha, a decisão do campeonato também teve que aguardar até a última rodada, mas o Barcelona não deu margem à zebra e derrotou comodamente o Valladolid por 4-0. Daniel Alves (16) fez uma excelente temporada com os campeões, e também estará entre os 23 de Dunga. O segundo classificado, Real Madrid, não conseguiu a vitória que precisava sobre o Málaga. O astro Kaká (40), principal talento ofensivo da seleção brasileira, não participou na partida, ao estar se recuperando de uma lesão muscular. Luis Fabiano (56), atacante titular do Dunga, também não pôde ajudar o Sevilla, que mesmo assim manteve sua vaga na Champions League com um gol no último minuto do campeonato contra o Almería. O Fabuloso jogará a final da Copa del Rey com seu time, que enfrentará o Atlético. O último membro da seleção que joga na Espanha é o Nilmar (362), do Villarreal, que fechou uma temporada com altos e baixos ficando de fora da Europa League.

Na França, a surpresa da seleção do Dunga foi o lateral Michel Bastos (208), do segundo classificado Lyon, que somente tinha jogado com a verde-amarela em três ocasiões. Com quase tudo decidido, a última rodada do campeonato francês foi para cumprir tabela, e só a vitória do Lens sobre o Bordeaux por 4-3 teve um destaque brasileiro: Wendel (69) converteu dois pênaltis, mas não pôde evitar a derrota da sua equipe. 

Na Alemanha e a Inglaterra, os campeonatos já terminaram. De qualquer forma, vale a pena mencionar a Grafite (278) e Josué (685), colegas no Wolfsburg que, apesar de terem jogado um nível abaixo do que a temporada passada, conquistaram sua vaga entre os 23 selecionados. Finalmente, na Inglaterra, o goleiro Gomes (159) também entrou una seleção, depois de uma excelente campanha na qual foi peça chave para o quarto lugar final do Tottenham.

No próximo sábado, o Inter de Júlio César, Lúcio e Maicon tem a possibilidade de ganhar seu terceiro título da temporada. Sem dúvida, Dunga estará atento à evolução dos seus jogadores nesta grande festa do futebol europeu e mundial. 
      
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   <title>Mano a mano, gol a gol</title>
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      Barcelona e Real Madrid protagonizam o desenlace mais espetacular da história da Liga espanhola e um dos mais impressionantes de todos os tempos. Ambos superaram todos os recordes nesta temporada e chegaram à última rodada separados por apenas um ponto. Desta campanha tem muita culpa seus jogadores argentinos, os dois melhores latino-americanos do ranking Castrol.
Lionel Messi (1) brilhou de novo nesta semana, com três gols em dois jogos. Na quarta-feira, fez dois no 4-1 sobre o Tenerife, e no sábado marcou mais um na vitória sobre o Sevilla. O Dez já tem 32 goles nesta Liga, será o vencedor da Chuteira de Ouro e está a apenas dois tantos de igualar o recorde de Romário.
Por outra parte, Gonzalo Higuaín (4) anotou o gol que desfez o empate 1-1 ante o Athletic de Bilbao. Após seu tanto, o Real Madrid reagiu e goleou 5-1 para manter as esperanças de deixar o time culé sem o título. 
Embora com menos destaque do que estas duas super-estrelas, Pablo Piatti (184) também apareceu com personalidade em La Liga nesta temporada. O pequeno ponta-direita marcou no empate do Almería em Tenerife e no trunfo frente ao Villarreal.
A outra equipe catalã, o Espanyol, venceu da mesma forma, devido a seus jogadores argentinos. Juan Forlín (1181) e Daniel Osvaldo (853) facilitaram a vitória por 2-1 sobre Osasuna e garantiram a permanência em Primera División.
Os outros dois goleadores latinos na Espanha foram os uruguaios Walter Pandiani (125) e Diego Forlán (82), que festejaram gols nas vitórias de Osasuna e Atlético Madrid, na rodada 36. O time madrileño é um dos poucos que ainda pode comemorar dois títulos na Europa, já que estará nas finais da Copa del Rey e da Europa League.
Mais um elenco que pode fazer história é a Inter, que na quarta-feira comemorou a conquista da Copa Itália graças ao tanto do seu goleador, o argentino Diego Milito (150). Poucos dias depois esteve perto de ganhar o Scudetto, porém o trunfo da Roma do chileno David Pizarro (414) o impediu, apesar dos gols de Milito e Esteban Cambiasso (271) ante o Chievo.
Desde sua chegada ao Calcio, Maxi López (1606) destacou como uma das figuras da Serie A. Desta vez, ele deu o empate ao Catania ante o Bologna, seu nono tanto na temporada. Sergio Almirón (1164), do Bari, foi o outro argentino goleador da rodada italiana.
A Premier League chegou ao seu fim, e o mexicano Carlos Vela (1970) se despediu em grande estilo, com seu primeiro gol da temporada, na goleada do Arsenal sobre Fulham. 
O Bayern de Munique do Martín Demichelis (77) se sagrou campeão da Bundesliga, que na sua rodada final viu mais uma quebra de recorde. O peruano Claudio Pizarro (13) virou o estrangeiro mais goleador da história do torneio, com 133 tantos.
O colombiano Gustavo Adrián Ramos (585) e o naturalizado paraguaio Lucas Barrios (34) também comemoraram gols no fechamento do campeonato alemão. 
Após vinte anos de frustrações, o Marselha ganhou de novo a Ligue 1. Os argentinos Luis González (32) e Gabriel Heinze (325) foram peças chave do bom time de Didier Deschamps.
Outras grandes notícias que chegaram da França foram o gol do colombiano Víctor Hugo Montaño (108) para o Montpellier e o prêmio recebido pelo argentino Lisandro López (228), escolhido como melhor jogador da temporada.
      
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   <title>Três Campeões</title>
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   <published>2010-05-11T16:49:39Z</published>
   <updated>2010-07-14T09:50:47Z</updated>
   
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      <uri>Will Luke</uri>
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      No emocionante final dos cinco principais campeonatos europeus, já foram definidos três campeões. O primeiro em conquistar o título foi o francês Olympique de Marselha, que era campeão desde a semana passada. Os marselheses, para comemorar, tomaram o sábado de folga e perderam contra o Lille por 3-2. Na equipe campeã o zagueiro Hilton (295) marcou um gol, e no Lille, que defende sua vaga para a Champions League da temporada próxima, o mineiro Túlio (1641) fez seu sexto tanto do ano. A concorrência pelas vagas que dão acesso aos torneios europeus continua intensa na França: três times lutarão por apenas uma vaga na última rodada. O Girondins de Bordeaux segue na briga após derrotar o Sochaux por 2-0, graças ao gol de pênalti do brasileiro Wendel (69), que já fez nove nesta temporada.
No sábado também conhecemos o segundo campeão europeu, o Bayern de Munique, que ganhou seu 21º título da Bundesliga, apesar de não contar com brasileiros no seu elenco. Porém, na Alemanha destacou mais uma vez o artilheiro Cacau (128), que marcou o gol do empate do Stuttgart ante o Hoffenheim, embora não foi suficiente: seu time ficou de fora dos torneios europeus do ano que vem por só dois pontos. Cacau (128), com 13 gols marcados em 25 partidas, deve deixar o Stuttgart, possivelmente trocando o frio alemão pelo calor espanhol. 
Já no domingo, mais um time campeão. Os ingleses do Chelsea se sagraram donos do título da Premier League com uma goleada histórica de 8-0 sobre o Wigan. Dois brasileiros foram fundamentais para esta espetacular conquista: o zagueiro Alex (106), e o lateral Belletti (1310). 
Finalmente, os campeonatos italiano e espanhol deverão esperar até o último minuto da última rodada para conhecer seu campeão. Na Itália, Inter e Roma, cheios de brasileiros no elenco, estão lutando jogo a jogo há meses. No domingo, ambos começaram mal suas partidas, e tiveram que se esforçar para virar o placar. O Internazionale perdía 1-0 contra o Chievo pelo azar do Thiago Motta (396), que fez um gol contra no inicio do jogo. Porém, o time respondeu de forma brutal com quatro gols em menos de 40 minutos. A Roma, com participação de Júlio Sérgio (286), Juan (612), Taddei (594) e Júlio Baptista (1520), também teve muitas dificuldades, dado que perdia por 1-0 contra o Cagliari a só 15 minutos do final do jogo. A reação do capitão Totti, com dois gols, deixou a decisão do título para a última rodada. Mais um brasileiro, Paulo Barreto (676), perdeu um pênalti, mas dois minutos depois conseguiu fazer um gol para o Bari no empate a 3 frente ao Udinese
E as campanhas mais impressionantes na Europa pertencem a Real Madrid e Barcelona, que já têm mais de 90 pontos na sua corrida enlouquecida por conquistar o campeonato espanhol. O Real Madrid venceu ao Athletic de Bilbao por 5-1, com mais um gol do Marcelo (120), enquanto o Barcelona também somou os três pontos frente ao Sevilla de Luis Fabiano (56) ao ganhar por 3-2 no estádio Sánchez Pizjuán. O Fabuloso marcou um gol e deu uma assistência, mas não foi suficiente para deter a impressionante máquina barcelonista dirigida pelo Lionel Messi (1). Agora só precisamos esperar mais uma semana para conhecer o campeão. 

      
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