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Castrol Rankings
Posted by Damian Didonato on 07/12/2010

As esperanças sul-americanas de conquistar a Copa do Mundo da África do Sul e superar à Europa em títulos terminaram. Porém, a impressão que fica depois da eliminação da última seleção não é tristeza nem decepção. Fica mais perto do orgulho por ter curtido uma das equipes mais dignas no torneio, que ficará nas lembranças de todos.
Uruguai chegou à semi-final quando ninguém o esperava. Como comentou Oscar Tabárez, participavam de uma festa à qual ‘não estavam convidados’. Porém, a vontade de vencer mostrada nas partidas anteriores levou a equipe charrua a uma fase que não conseguia atingir desde 1970.
Holanda era um grande concorrente, o grande candidato de todos. Como em 1974, atravessou o samba de uma equipe uruguaia. Embora este elenco esteja longe de ser aquela ‘laranja mecânica’, vinha de eliminar o Brasil e estava perto de fazer história, apesar da sombra de dúvida pela falta de definição em situações limite no passado.
Nesta emotiva semifinal, a equipe do Mestre Tabarez jogou com o espírito de 1950. Poucos dos que assistiram o jogo em Cidade do Cabo podem falar que estavam presentes naquele Maracanaço. Mas não é difícil afirmar que o estilo, a forma e a vontade de vencer daqueles heróis é a mesma que estes 23 lutadores mostraram sessenta anos depois da maior zebra da história do futebol.
Uruguai lutou como sempre, mas também jogou como nunca nesta Copa. Manteve a posse de bola frente a Holanda e teve várias chances para marcar. Diego Forlán foi o artilheiro que todos esperavam, mas também o líder futebolístico no gramado. Walter Gargano foi dono do meio campo dominando os holandeses, e o resto de jogadores mostrou uma capacidade de trabalho extraordinária.
A Celeste cresce nos desafios. A frase parece vazia, mas neste jogo se encheu de realidade. Num momento em que outros enfraquecem, o Uruguai fez seu melhor jogo do torneio. Num momento em que qualquer um sofre, o Uruguai se diverte. Por isso o milagre era possível, até que duas jogadas terminaram com o sonho do segundo menor participante da Copa do Mundo, e também dum continente inteiro.
Esta seleção oriental foi a melhor da Conmebol quando ninguém o esperava. Foi a última em se classificar, mas também a última a sair da Copa. Todos falavam da Argentina de Maradona, do Brasil e suas estrelas, do Chile e Bielsa... Porém, com a humildade dos grandes, a Celeste voltou à elite e nunca mais será subestimada.
Holanda venceu e terá a chance de ganhar um titulo que merece desde que presentearam o mundo com aquela inesquecível Laranja Mecânica. Graças àquela equipe maravilhosa, eles merecem dar a volta olímpica, como ato de justiça histórica.
Mas nada fará esquecer a heróica e já lendária seleção charrua do Mestre Tabárez. Eles devolveram a vida ao futebol uruguaio e viraram lenda. Eles também são campeões.

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