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Castrol Rankings
Posted by Damian Didonato on 07/14/2010

A Argentina e o Brasil chegaram a esta Copa do Mundo como dois dos cinco candidatos mais importantes. Porém, suas próprias limitações e o grande nível dos seus rivais impediram que eles atingissem sequer a fase semifinal. Mas um dos seus vizinhos chegou em silencio, e sem grandes expectativas, chegou onde os gigantes não conseguiram.
Uruguai, o mesmo que obteve a classificação de forma agônica na repescagem contra a Costa Rica, foi o representante sul-americano mais digno na Copa da África do Sul. Sim, a Celeste renasceu e entrou de novo entre os quatro melhores depois de quarenta anos de decepções. Hoje, o continente tem uma só cor e os grandes de sempre se renderam frente ao menor país desta parte do mundo.
Até a semi-final, a atuação da seleção charrua já havia sido muito valiosa, quase heróica. Porém, de forma paradoxal, sua imagem cresceu mais ainda depois das derrotas ante a Holanda e a Alemanha, na briga pelo terceiro lugar. Nessas duas partidas, Uruguai mostrou que pode lutar com qualquer rival pelo seu coração e garra, mas também pelo seu futebol, que nasceu e cresceu aos pés do melhor jogador do campeonato: Diego Forlán.
O atacante do Atlético Madrid chegou à sua segunda Copa do Mundo como grande figura da Celeste, embora não tivesse nem uma mínima parte da reputação que outras estrelas tinham quando o torneio começou. Apesar do seu sucesso na Europa, onde ele conquistou duas das últimas chuteiras de ouro, e é um dos atacantes mais perigosos, Forlán nem sequer estava entre os candidatos a ganhar a Bola D’Ouro. Mas seu futebol e seu coragem o levaram a uma situação inesperada, mas merecida.
Sua força no elenco do Oscar Tabárez foi tão grande como a recepção que o mesmo elenco teve em Montevidéu. Forlán jogou e fez jogar, apareceu quando mais se precisava dele, e foi o toque de distinção da equipe charrua. A Bola D’Ouro é o prêmio mais merecido para um jogador com uma carreira exemplar e para um povo que desfrutou de novo com sua equipe nacional.
Longe do sucesso do Uruguai, aparecem as seleções da Argentina e o Brasil, que se despediram nas quartas de final depois de perder da Alemanha e a Holanda, respectivamente.
O elenco dirigido pelo Diego Maradona foi o melhor da primeira fase, na qual mostrou um elaborado jogo de ataque e um poder de finalização espetacular. Contra o México a equipe caiu de produção, e só venceu pela qualidade dos seus atacantes, o que não foi suficiente para derrotar à boa equipe alemã nas quartas, fase que a Albiceleste não supera desde 1990.
A participação nesta Copa de 2010 deixa várias certezas para a Argentina. A mais importante é o crescimento do Diego Maradona como treinador. O ex astro mostrou que pode dirigir uma equipe com bom critério e segurança. Além disso, deu uma idéia valiosa à sua equipe: atacar sempre. Agora será o momento de analisar estas cinco partidas, mas a última derrota não deve esconder o progresso mostrado pelo diretor técnico.
A outra seleção do continente que foi eliminada nas quartas foi o Paraguai, embora seja um resultado excelente. A Albirroja esteve perto de eliminar a quem mais tarde seria o campeão do mundo e fez sua melhor classificação da história.
A equipe do Gerardo Martino teve uma das melhores zagas do campeonato, e mostrou que pode lutar nas fases finais dos torneios mais concorridos. Sem dúvida, Paraguai deu um grande passo adiante nesta Copa do Mundo, e por isso foi recebido com uma grande festa em Asunción.
A seleção sul-americana que mais rápido disse adeus à Copa do Mundo foi o Chile, que de qualquer jeito fez um bom torneio. La Roja ganhou uma partida de Mundial pela primeira vez desde 1962 e passou para a segunda fase depois de dar muito trabalho à Espanha. Depois, foi claramente derrotada pelo Brasil, embora isto não diminua a qualidade de suas apresentações.
Resumindo, as seleções da Conmebol fizeram um torneio aceitável, embora as grandes expectativas criadas depois da ronda inicial faziam pensar num Mundial histórico para o futebol desta terra.
Enquanto o Uruguai brilhou de novo, Forlán teve uma atuação que o sagrou como grande figura, o Paraguai e o Chile mostraram seu crescimento, mas a Argentina y o Brasil ficaram devendo, mais uma vez.
Como em 2006, a final voltou a ser propriedade exclusiva da Europa, que agora é o continente com mais títulos. América do Sul espera que em 2014, no “seu Mundial”, a Copa volte à sua casa.

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